
Ruslana Korshunova desfila roupa da coleção de primavera-verão 2008 de Cynthia Rowley, em Nova York
15.set.2007/Diane Bondareff/AP
A modelo cazaque Ruslana Korshunova, de 20 anos, morreu após cair de seu apartamento, no nono andar de um edifício de 12 andares em Manhattan, no que fontes da polícia ouvidas pela imprensa americana consideraram suicídio.
Os jornais americanos "The New York Post", "New York Daily News" e "Newsday" informaram, após ouvirem fontes policiais, que não havia sinais de luta no apartamento da modelo e que ela poderia ter saltado da sacada do apartamento.
Amigos e vizinhos da modelo disseram, no entanto, que ela não apresentava sinais de depressão. "De jeito nenhum ela teria se matado", disse a amiga Kira Titeneva, segundo o jornal. "Ela amava muito a vida. Eu conversei com ela [na sexta-feira] à noite e ficamos fofocando. Ela só trabalhava, trabalhava, trabalhava."
"Estamos chocados e nossos sentimentos estão com a família dela", disse o porta voz da agência para a qual Korshunova trabalhava, a IMG, Zach Eichman. A IMG também representa, entre outras, as modelos Heidi Klum e Kate Moss. As fotos da modelo ainda estavam no site da agência que a representava.
Nascida na ex-república soviética do Cazaquistão, Korshunova freqüentava as campanhas publicitárias de moda na Europa e desfilou para Marc Jacobs, Nina Ricci e DKNY. Ela era conhecida por seus longos cabelos (que já chegaram à altura das coxas). O cabelo longo é um sinal distintivo de beleza no Cazaquistão. Ela completaria 21 anos no próximo dia 2.
Korshunova foi chamada de "musa da moda do momento" pelo diário londrino "Sunday Times" em 2005.
Segundo testemunhas, a modelo vestia uma calça jeans e uma camiseta roxa. "Tudo que eu vi foi algo se movendo no canto do meu olho, e então um baque", disse Steve Metzger, 36.
O porteiro do edifício onde a modelo morava, Mahmoud Nakeeb, disse que ela parecia feliz ao chegar em casa por volta das 4h (5h em Brasília) neste sábado. "Ela chegou de manhã, sorriu, nenhum sinal de depressão", disse Nakeeb. "Ela era uma garota muito doce, sempre sorridente, nunca aparentou estar deprimida."
O porteiro disse que ela era uma pessoa simples, sempre vestida de modo casual, e não sabia que ela era uma modelo.
O interesse dela por alemão levou à sua descoberta em 2003. Um jornalista visitou o clube de ensino de alemão que Korshunova freqüentava e colocou uma foto dela em um artigo, de acordo com a revista cazaque "Continent".
Em um vôo, a agente de modelos Debbie Jones viu a foto de Korshunova na revista e procurou o autor do artigo para tentar encontrá-la. "Eu a vi por acaso e ela parecia algo saído de um conto de fadas", disse Jones à revista "Vogue". "Tínhamos de encontrá-la e a procuramos até que a achamos. Ela é realmente incrível, com traços felinos e beleza incomparável."
da Folha Online